Resenha: Esaú e Jacó

 

 

Esaú e Jacó

Paulo gostava mais de conversa que de piano; Flora conversava. Pedro ia mais com o piano que com a conversa; Flora tocava. Ou então fazia ambas as cousas, e tocava falando, soltava a rédea aos dedos e à língua.

Machado de Assis

Romance | 251 páginas | Compre & Compare Lojas Americanas * Submarino |  Autor: MACHADO DE ASSIS | Publicado em 1904|Classificação 5/5

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Resenha: Quincas Borba

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Publicado em 1891

Autor: Machado de Assis

Sinopse: Quincas Borba trata da vida de Rubião, amigo e enfermeiro particular do filósofo Quincas Borba — personagem descrito em obra anterior de Machado, Memórias póstumas de Brás Cubas —, de quem herda toda a fortuna. Ao trocar a vida provinciana pelo bulício da corte, Rubião leva consigo o cão, também chamado de Quincas Borba, que pertencera ao filósofo e do qual deveria cuidar a fim de preservar o direito à herança. No trem que o conduz ao Rio de Janeiro, Rubião conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, que logo percebem que o companheiro de viagem é um novo-rico ingênuo e ludibriável. Seduzido pela amabilidade do casal e, sobretudo, pela beleza de Sofia, Rubião passa a frequentar a casa deles, confiando cegamente nos novos amigos.

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Resenha: O primo Basílio

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Publicado em 1878

Autor: Eça de Queirós

Sinopse: Durante uma viagem prolongada de seu marido, Luísa se deixa seduzir por Basílio, um primo seu que voltava a Portugal depois de uma temporada no Brasil. Imprudentes e indiscretos, os amantes acabem flagrados por Juliana, a empregada da casa, que passa a chantagear a patroa. Com o anúncio da iminente volta do marido, está armado o cenário para um caso exemplar de decadência do estilo de vida pequeno-burguês, com seus preconceitos e moralismos, seus tipos parasitários, suas relações amesquinhadas e seu frágil equilíbrio.

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Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas

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Autor: Machado de Assis

Lançado em 1881

SINOPSE: “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, obra publicada em 1881, conta a história daquele que é considerado o maior hipócrita da literatura brasileira: Brás Cubas, personagem tipicamente burguês, sem objetivos e bastante contraditório que resolve escrever sua história depois de morto, tornando-se o primeiro autor defunto da humanidade. A narrativa é marcada pela desordem cronológica, o excesso de transgressões e reflexões – que muitas vezes suspendem a narrativa por muitos capítulos – e a aparente falta de conexão entre os pensamentos do narrador e o que é contado. O romance também é recheado de ironia e bom humor, como recursos para combater verdades absolutas, e pede um leitor bastante atento e desconfiado quanto às afirmações do narrador. Continuar lendo “Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas”