Resenha: Quantum Break – Estado Zero

 

Carl R. Rogers
384 páginas
Ficção Científica
Planeta de Livros, 2016

Sinopse: Jack Joyce passou seis anos tentando escapar. Escapar da vida, do tempo, da loucura de seu irmão, Will. Mas quando ele finalmente volta para casa, descobre que seu irmão não era louco como ele imaginava. Will criou uma máquina do tempo, com o potencial de salvar a humanidade. Guerras? Agora podem ser previstas. Desastres naturais? Podem ser evitados.
Só há um pequeno problema… sua máquina também vai causar o final do tempo, tal como o conhecemos. Agora Jack tem apenas uma chance de voltar ao passado, de consertar o que está errado e de salvar o mundo. Quantum Break: estado zero é o romance oficial do game de mesmo nome, dos mesmos criadores de Max Payne e Alan Wake, conhecidos por transformar suas produções em verdadeiros filmes de ação, com atores conhecidos e efeitos especiais de última geração.

Quando vi Quantum Break – Estado Zero no catálogo da Editora Planeta, eu não resisti e tive que pedi-lo. Não por ser louco pelo jogo, pois nunca tinha jogado, mas a sinopse me fascinou: viagem e paralisação do tempo, evitar desastres naturais… tudo que eu já pensei bastante sobre e sei que, se alguém mexer com isso, vai dar muito problema 😀

Tenho que admitir que eu demorei para começar a entender a história. É uma ficção científica com detalhes razoavelmente apurados… No início, a gente tem que formular o cenário, o que está acontecendo na trama e identificar bem os personagens, mas o escritor deixa um pouco mais difícil por iniciar um suspense logo de cara, sem medo de viajar pelo passado dos personagens com poucos avisos prévios, então fica um pouco obscuro- pelo menos ficou para mim haha.

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Mas depois eu fui entendendo a história, e mais, fui entendendo a maneira como o Cam Rogers escreve: ele primeiro joga na nossa frente a ação como aconteceu e depois vai explicando AOS POUCOS os detalhes.

É um pouco desolador ler e ficar um pouco perdido, mas quando vem a explicação eu fiquei tipo “aaah, saquei!”.

A história e todo o contexto são excelentes. Jack tem cronum-ativo e por isso ele consegue por conta própria “manipular” o tempo, consegue pará-lo por instantes enquanto ele se move de maneira normal.

Mas ainda existe um contexto maior do que esse. A máquina do tempo inventada por Will, irmão de Jack Joyce fez com que o tempo se modificasse, de maneira que acreditem que o tempo da forma que vemos atualmente seria completamente mudado. A causalidade – tenha essa palavra em mente, pois é muito comentada no livro-, que dita que uma ação leva a outra seria afetada então as coisas não teriam continuação e tudo viraria uma baderna *O* E ainda para piorar, existe uma empresa, Monarch, que conseguiu dominar toda a cidade por seus programas de fidelidade que quer tirar proveito de todos os acontecimentos.

Outro caso interessante é os Deslocadores que apareciam uivando, dando mais ainda um ar de suspense na história: o por que será que eles geralmente apareciam quando um lapso (ausência de tempo) estava instalado e ficavam ainda mais nervosos com um cronum-ativo?

Tudo que eu posso falar é que está tudo ligado com a causalidade e com a probabilidade de certo evento acontecer após outro ser feito: por exemplo, quando eu dou um tiro em alguém e o projétil está indo em direção a pessoa, então a probabilidade de que acerte essa pessoa é extremamente grande, porém quando tem algo que mude a forma como o tempo se passa, a probabilidade de outros eventos acontecerem aumentam, de maneira que tudo fique uma desordem. E parecia que os Deslocadores não gostavam nada disso 😀

-Pronto, falei mais do que eu podia kkk.

Não irei comentar bastante sobre, pois levaria alguns spoilers, uma vez que o livro inteiro é cheio de reviravoltas e não deixam todas as soluções somente para o final.

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Uma simples comparação do poder de quem está com cronum-ativo. Sabe quando o Flash começa a correr e ele fica tão rápido que os movimentos dos demais ficam lentos perto dele? Quem está com cronum-ativo, ao invés de aumentar sua velocidade, ele paralisa o tempo. Então ele continua com a mesma velocidade, mas as outras pessoas ficam paradas, pois o tempo está parado , então relativamente é como se ele fosse um Flash 😁

O livro é do jogo do ano da Microsoft, mas como eu disse, eu nunca tinha jogado e não estava com vontade de assistir o trailer do jogo, pois queria construir todo o cenário em minha imaginação a partir do livro, e por surpresa, meu cenário imaginativo ficou bem próximo do jogo 😀

Obs: A história do livro é bastante densa, de maneira que ainda tem outros pontos que eu poderia abordar nessa resenha, mas achei que esses foram os pontos que mais me impactaram.

Para quem quiser ver o trailer do game antes de ler o livro. Aí está ele:

 

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