Are you Afraid of the Dark? #Resultado2

Saaaaaaaaiu o resultado do concurso de Halloween 2016!

 Os prêmios:
1º  lugar = Livro
2º lugar = Marcadores
3º lugar = Marcadores
4º lugar = Marcadores

are you...

Agora o Segundo melhor conto…

A mansão no topo da rua Carmel

PS: algumas palavras do texto foram inventadas pelo autor.

É Halloween e vocês sabem, o tenebroso está a solta.
O clima era sombrio e fúnebre, os arvoredos ressequidos pareciam arranhar os céus com suas garras de galhos e espalhavam suas lágrimas de folhas caídas e amareladas. Porém, mesmo com tanto horror creep show espalhado pela rua Carmel, uma alegria infantil e inocente ganhava espaço quando os velhos Jacks eram ascendidos e as crianças começavam sua caçada noturna por doces e brincadeiras. Cada casinha era decorada à gosto, algumas mais escuras e medonhas, outras mais alegres e alaranjadas, mas nenhuma era mais assustadora que a mansão no fim da rua Carmel.

Carmel era uma longa e tortuosa rua asfaltada, declinada por ter sido construída em um morro tortuoso. Até a chegada do que era chamado de progresso, a localidade era totalmente abandonada ao tempo e aos bolores. Agora reinava rodeada de casas muito bonitas, mas ainda com a imponente mansão no topo do morro, que persistiu na comunidade mesmo com tantas modificações estruturais.
A mansão era abandonada e ninguém se atrevia a entrar lá. Não possuía dono algum, nenhum morador ou cachorro vira-lata, apenas ficava lá, cinzenta e tenebrosa. Alguns baderneiros já haviam tentado invadi-la. Todavia, ninguém nunca soube o que havia lá dentro, pois nenhum deles retornou… ao menos não retornou vivo!
A única unanimidade quanto a terrível mansão ao fim da rua Carmel, além de sua aparência horripilante, era o som que as proximidades ouviam. No halloween, os vizinhos escutavam barulhos de crianças desesperadas, gritando, porém ninguém nunca sabia o porquê. Se não haviam moradores, como alguém poderia fazer tanto barulho lá dentro?

E foi em um desses dias de intenso burburinho e roupas abrobrescas que quatro amigos partiram em sua aventura açucarada pelas redondezas. Já era quase meia-noite, a rua já começava a ficar deserta e as sombras já não eram tão inofensivas, mas o grupo queria mostrar que eram os mais corajosos ao ficar até a madrugada nos arredores da noite das bruxas. 
Calabambeando de sono pelas calçadas, as crianças avistaram outro grupo: aparentemente tinham competidores!
– Vamos ver quem vai ficar até mais tarde haha. – Falou com desdém uma das menininhas vestidas de bailarina-zumbi-alienígena.
Aproximando-se, o grupo formado por quatro crianças com máscaras e roupas rasgadas conversaram com os veteranos.
Os garotos da rua Carmel possuíam muita facilidade em fazer amigos. Quando menos perceberam, já estavam caçando doces juntas, ignorando até mesmo a exaustão que já batia à porta.
– Já estão cansados? – Perguntou um deles, com a voz abafada por uma máscara esverdeada e gosmenta.
– Não, não estamos! – Falou o garotinho mais baixo, fantasiado de astronauta. – Somos os mais corajosos do bairro e vamos ficar até tarde! O peito estufado do garotinho foi se esvaziando quando uma das recém-chegadas questionou:
 – Se vocês são tão corajosos, porque não vão conosco até a grandiosa casa lá no topo?
Os quatro se entreolharam.
– Não podemos…
– Sim, vamos! – falou o mini-astronauta, estufando o peito novamente.
Um dos jovenzinhos não se sentia nada confortável em entrar naquele lugar, porém não queria ser taxado como um mela-cueca pelo resto do ano no intervalo da escola.
E começaram a subir o morro íngreme.
Era estranho, cada vez que andavam, os doces trambulejavam nas vasilhas abobrescas e nas sacolinhas fantasmagóricas das crianças da rua Carmel, mas as dos novos amigos eram diferentes. Faziam um barulho metálico, quase que orquestrado, como facas amolando-se em pedras lisas.
Quando chegaram finalmente à dupla-porta de carvalho, as crianças fizeram um esforço tremendo para conseguirem abri-la, pois era pesadíssima, antiga e empoeirada.
Era um ambiente sombrio, de causar frio na espinha. Não só pelo fato de ser podre como carne morta, mas pelo ambiente ser tão assustador quanto imaginar monstros debaixo da cama. Os paços das crianças, abafados por uma grossa camada de poeira e bolor, eram intimamente perseguidos por batuques de galhos pontiagudos das arvores secas do terreno, além do ranger do assoalho putrefato.
Quando entraram, as portas fecharam-se bruscamente.
– Pronto, já estamos aqui! – Falou o menininho que não queria subir até a casa mal-assombrada, com a voz esganiçada de pavor. – O que fazemos agora? Já podemos ir embora…
Olhando para trás, os pequenos contemplaram os novos amigos tirando suas máscaras e sorrindo com sagacidade, um sorriso maligno, cruel e maquiavélico.
– Agora é hora de nos divertimos!
E tirando facas, tesouras e machadinhas enferrujadas de suas sacolas, logo as crianças da rua Carmel descobriram o motivo de tanta gritaria que era ouvida pela vizinhança.

História enviada pelo Alisson Alcantara
Instagram: @geek_hatter

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2 comentários em “Are you Afraid of the Dark? #Resultado2

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