Resenha: O Menino que desenhava Monstros

Esse livro é destruidor. Sério.

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Editora: DarkSide
Escritor: Keith Donohue
Págs: 252
Ano: 2016

Sinopse: Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

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Um mistério toma conta de mais da metade desse livro… Inicialmente vemos Jack Peter, ele é um garoto um pouco diferente pois tem autismo e pode ver monstros.

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Sua mãe e seu pai (também narradores da trama) alegam que tudo isso se passa somente na mente dele, e que monstros não existem.. Maas, as coisas mudam quando eles começam a ouvir e ver coisas estranhas também, ambas estão tentando entrar na casa.
E nessa parte, tenho que admitir para vocês, da um medinho kkkk’

Fora esse mistério dos monstros, algo aconteceu no passado do garoto e fez com que ele se tornasse mais recluso, e evitasse sair de casa. Algo com seu melhor e único amigo Nick (que também narra a história) e o mar, e de certo modo isso parece ter ligação com os monstros também…

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Todos os mistérios são revelados com o decorrer da história, e no final do livro vemos o estopim de tudo isso.

“Em sua oficina, ele com frequência pensava nas pessoas da cidade, que passavam o ano enfurnadas nos cubículos sem janelas de seus escritórios, sonhando com aquelas duas semanas, três se tivessem sorte, nas praias de verão. Elas chegavam , toupeiras piscando sob a luz forte, descoloridas por seus dias artificiais, apenas para sentir o gostinho do Sol, do sal e do vento em seus rostos.”

E algo completamente inesperado é revelado no fim, algo que faz você, leitor, parar e ficar pensando, refletindo na vida um pouco sabe?

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Como tem várias pessoas narrando a história, conseguimos ficar mais perto dos personagens e compreender seus medos e sonhos, uma coisa que eu achei meio pesado e triste nesse livro é que todos os narradores, de certa forma odiavam JB, pelo simples fato dele ser como ele é   :(.

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Lógico que #euSUPERindico!

Obs.: O design do livro é L-I-N-D-O-!
E no final ainda tem uma parte para você desenhar seus monstros, seus sonhos…

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Não guarde seus monstros, libere-os.

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