Resenha: O primo Basílio

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Publicado em 1878

Autor: Eça de Queirós

Sinopse: Durante uma viagem prolongada de seu marido, Luísa se deixa seduzir por Basílio, um primo seu que voltava a Portugal depois de uma temporada no Brasil. Imprudentes e indiscretos, os amantes acabem flagrados por Juliana, a empregada da casa, que passa a chantagear a patroa. Com o anúncio da iminente volta do marido, está armado o cenário para um caso exemplar de decadência do estilo de vida pequeno-burguês, com seus preconceitos e moralismos, seus tipos parasitários, suas relações amesquinhadas e seu frágil equilíbrio.

Olá leitores,

O primo Basílio é sem dúvida um dos meus livros favoritos. Tem traição, brigas, amor, ódio e tudo isso sem ser clichê haha

Na escola literária Romantismo tudo é ideal e perfeito. O amor é idealizado, a mulher é idealizada, o trabalho dignifica… O Romantismo narra até o casamento, e finaliza com “foram felizes para sempre”. Já o Realismo mostra o que acontece quando o casal volta de sua festa de casamento, entra em casa e fecha a porta. O realismo mostra que não existe o final feliz, não o tempo todo. E é nessa premissa que se encontra O primo Basílio.

A trama toda ocorre em Lisboa, cenário que é criticado por Eça. Eça critica a família lisboeta de classe média por meio do adultério.

Luisa e Jorge são recém-casados. Luisa é uma moça rica, fútil, inconsequente, frágil, romântica, mimada e etc… Luisa sente a necessidade de um marido que lhe dê suporte. Jorge é o hipócrita. Julgava as mulheres que tinham amantes, mas o próprio se esquecia de um caso que teve no passado.

Jorge é um engenheiro de sucesso e devido a isso precisa viajar a trabalho, deixando Luisa somente com as empregadas.

E é aí que a narrativa começa a ficar maravilhosa haha Com a chegada do primo de Luisa, Basílio, a trama fica mais interessante hahaha

Basílio é o conquistador. Não tem nenhuma moral, além de ser irresponsável.

Ao longo de uma narrativa incrível, Eça vai descrevendo o início do romance entre os primos.

Tudo ía muito bem até a empregada Juliana descobrir cartas entre os amantes.

Juliana é a típica invejosa, rancorosa, feia, amarga e solteirona. Há quem diga que Juliana é a personagem em que Eça mais desenvolveu durante a obra. E eu acredito que seja mesmo. Ao longo da obra Juliana passa de uma simples empregada que vivia nas sombras para uma megera completa.

Pois bem, com as cartas de Luisa e Basílio em mãos, Juliana passa a ameaçar a patroa, dizendo-lhe que as entregaria a Jorge.

A obra é muito mais do que traição e ameaça. Eça analisa de forma irônica as relações que assolavam a sociedade rica de Lisboa.

Eça é um gênio, um dos melhores escritores da literatura portuguesa. Então, só por isso ler esse romance é obrigatório hahaha

Recomendo muito!!

Beijoos

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