Parceria: Rodrigo Moreira

É com grande prazer que o blog anuncia parceria com mais um escritor brasileiro.

Rodrigo Moreira! \o/

E, como já é de prática nossa, fizemos uma entrevista com ele para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre a vida do escritor.

Renan: Rodrigo, acho que cada leitor se identifica mais com uma parte do livro, mas gostaria de saber: Qual o momento que o próprio autor prefere do livro?

Rodrigo: Gosto sempre quando a personagem “dona Celina” aparece. Ela possui o arquétipo de “mentora”, acolhe e orienta o protagonista. Porém, embora seja uma pessoa sábia, também vive os seus conflitos de forma “parasitária”. Tais situações produzem uma situação muito bacana na trama, pois nos mostra que a fragilidade e tantos outros dilemas, também aflige àqueles que se mostram fortes.
Renan: Para os futuros escritores poderem ter uma base: Qual pior e o melhor momento, desde que você começou a escrever até ele ser publicado?
Rodrigo: São dois os melhores momentos: reescrever e interagir com as pessoas.

Um livro não fica bom logo de cara e todo processo de revisão e reconstrução, faz parte do pacote de ser um escritor. E isso me encanta! Olhar para obra e constatar que precisa de melhoria, mudar um detalhe que faz o plot ser melhor desenvolvido, dar outra roupagem às personalidades dos personagens… uau! Como toda obra é uma projeção do seu autor, seja ela qual for (livro, música, pintura…), poder mudar e reconstruir é também uma forma de olhar para si e se autoconhecer, aprender e desenvolver-se.

Com relação a interagir com as pessoas, principalmente para o escritor iniciante (meu caso), não basta só escrever. Você faz o marketing, forma parcerias (como nós aqui), é designer… é cansativo pra caramba, e quisera eu apenas escrever; contudo, é uma ótima oportunidade para aprender coisas novas e de conhecer o seu público melhor. Fato é que, todo escritor, precisa ser também proativo, e não deixar nas mãos das editoras todos os eventos e comparecer para o público apenas nas tardes ou noites de autógrafos. O contato deve ser constante e mais humanizado.

O pior momento, bom, isso é uma situação geral e não é só minha, é que ser um escritor no Brasil ainda é um tabu ENORME a ser quebrado. Bom, eu sou psicólogo também e esta, assim como a escrita, é a minha profissão. Uma vez eu disse para uma pessoa que, além de psicólogo, também era escritor. Ela disse: “Nossa, ainda bem que você tem uma profissão que te sustenta”. Fiquei puto num primeiro momento, mas guardei isso para mim. Depois, com mais calma, refleti e constatei que ela estava certa. O ponto não é ganhar dinheiro para “pagar as contas”, mas a valorização e a credibilidade que atividades relacionadas a cultura recebem aqui, em nosso país (e não é só a literatura). O dinheiro, ser um best seller… apenas consequência! Precisamos evoluir muito aqui para que a cultura relacionada a cultura, seja vivida pelas pessoas.

Renan: Agora, conte-me um pouco sobre você. Quando percebeu que se tornaria um escritor, hobby, sonhos, valores.
Rodrigo: Eu me encontrei como escritor ainda na infância, durante as minhas brincadeiras. Eu sou uma pessoa introvertida (não tímido). Adorava brincar com os meus amigos, mas eram poucos os que gostavam de brincar da forma que eu gostava: criando mundos, inventando e recriando histórias. Eu tive muitos “bonequinhos” – action figures –  e tudo o que eu fazia era não usá-los como deveria. Por exemplo, os meus G.I Joe: ao invés de brincar de guerra, eu criava cenários do tipo “Sexta-feira 13”, onde jovens adolescentes vão passar o final de semana na cabana e são assassinados brutalmente (hahaha sempre curti filmes slasher). Outra coisa marcante foram os quadrinhos, “gibis” da turma da Mônica. Eu aprendi a ler com essa turminha. Porém, quando eu ainda não sabia, eu olhava as ilustrações e inventava as minhas próprias histórias.  Daí vieram as cópias de histórias, escritas originalmente em livros ou cartilhas escolares (sempre me lembro de Marcelo, marmelo, martelo – Ruth Rocha). Eu as datilografada na máquina de escrever (total anos 80/90 rs). O reforço final veio na facul de Psicologia. Foi nesse curso, conhecendo sobre o comportamento, inconsciente e desenvolvimento humano, que todas as referências da infância se juntaram e se tornaram histórias mais completas. Enfim, todo o escritor também é um grande contador de histórias rs!

O meu sonho é fazer desse mundo um lugar melhor (romântico, não?) transformando a vida das pessoas, ajudando-as a se tornarem mais críticas, conscientes de suas ações, a se autoconhecerem, identificando os seus propósitos de vida. Isto é parte de um projeto que venho desenvolvendo com um amigo, também psicólogo, que se chamado Solução Ativa (www.solucaoativa.com.br)

Muitos querem mudar o mundo indo para ações humanitárias na África, o que é uma atitude maravilhosa. Porém, de que adianta sonhar grande se ainda nem sabemos construir relações melhores com os nossos familiares, pessoas mais próximas, por exemplo. Quer fazer grande, então aprenda fazendo o básico primeiro, explorando aquilo que conhece. É como uma corrente do bem, cada boa ação gera mais ações tão boas quanto. Sim, eu acredito que as pessoas são boas, têm empatia e evoluem, basta “apertar o botão certo” 🙂

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