Resenha: Éramos Seis

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Autora: Maria José Dupré

Publicado em 1943

192 páginas

SINOPSE: A história de Dona Lola e sua família, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice. Conforme os anos passam, vão se modificando as coisas na vida de Dona Lola: a morte de Júlio; o sumiço de Alfredo pelo mundo; a união de Isabel com Felício, um homem separado; a ascensão de Julinho, que se casa com uma moça de família rica. O título do livro vem da situação de Dona Lola ao fim da vida, sozinha num asilo: eram seis, agora só resta ela. Também são expostos no livro outras personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, Dona Maria; a tia Candoca; as irmãs Clotilde, solteira, e Olga, casada com Zeca, seu cunhado; na cidade, vive a rica tia Emília, irmã de seu pai; e a filha dela, Justina.

Olá leitores,

Éramos Seis é, sem dúvida, um dos meus livros favoritos.

Eu comecei a gostar de literatura brasileira relativamente cedo… mesmo sem entender tudo o que os autores tinham a me passar eu continuava lendo… Esse livro, por exemplo, eu li a primeira vez quando tinha uns 10 anos. Eu já o li algumas vezes (6 para ser exato haha) e todas as vezes eu me emociono :’).

Para quem gosta de uma boa literatura nacional esse livro é perfeito!

Maria José Dupré se dedicou muito para literatura infanto-juvenil. É uma ótima oportunidade para nossas crianças começarem a se aventurar pela vasta e rica literatura brasileira.

Enfim, vamos começar a falar da narrativa em si.

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Até minha gata Pituca gosta desse livro haha

Éramos Seis conta a história da família Lemos, a típica classe média paulistana. O período em que ocorre a narrativa é início da República Velha, onde tentam se adaptar às novas mudanças na sociedade.

Personagens

Júlio é o pai da família Lemos. Um homem digno e trabalhador e que faz de tudo para proporcionar uma vida confortável para seus filhos. Apesar disso, é extremamente intolerante o que causa diversos conflitos com seus filhos.

Dona Lola uma mulher simplesmente incrível!! Dedicada, amorosa, faz tudo pela família e etc.D. Lola é uma excelente cozinheira e na hora das adversidades será esse o seu ganha pão!

A autora foi defensora de movimentos feministas e deixa isso transparecer na personalidade de D. Lola, protagonista do nosso romance.

P.S.: Quantas D. Lolas não existem no Brasil, não é mesmo?!

Os quatro filhos do casal eram muito diferentes entre si. À medida em que iam crescendo foram deixando isso mais claro.

Julinho era ambicioso desde de pequeno, sempre dava muito valor ao dinheiro.

Isabel era a mais nova. Muito vaidosa, inteligente, educada, intensa, impulsiva e muito mais. Por causa de sua personalidade a menina traz alguns problemas para sua família.

Alfredo era o rebelde. Tinha afinidades com práticas comunistas, coisa que na República Velha lhe trouxe sérios problemas. Alfredo não falava muito, mas o pouco que falava era intenso. O rapaz é o que podemos chamar de “ovelha negra da família”, pois foi, durante anos, a maior decepção e preocupação de seus pais. O rapaz não gostava de seu pai, no entanto tinha um amor muito grande por sua mãe.

Carlos era o mais velho. O exemplo da família. Médico, estudioso, responsável, esforçado,  carinhoso, trabalhador… ou seja, o filho perfeito! Seus pais tinham uma admiração enorme por ele, afinal nunca dera nenhum trabalho. Sempre fora muito elogiado na escola e achavam até que ele era super dotado. Carlos não se dava bem nem com Isabel nem com Alfredo, pois achava errado as preocupações que eles davam aos seus pais. Carlos era o famoso moralista.

E assim ia vivendo a família Lemos, com muitos conflitos devido a personalidade dos filhos e da intolerância do pai. D. Lola que sempre tentava amenizar a situação sofria em silêncio por tudo isso… Mal sabia ela que seus problemas nem haviam começado.

O drama começa quando Júlio é constatado com um problema gástrico (úlcera) e necessita fazer uma cirurgia às pressas, no entanto ele não resiste à doença e falece.

Com a morte do marido D. Lola se vê sozinha, exceto pela presença de seu filho Carlos, pois é nele que, apesar dos problemas, ela vê força.

Depois da morte de Júlio os problemas começam: falta de dinheiro, despejo da casa, preocupação com os filhos, mais perdas, solidão e muito mais.

Essa é uma obra lindíssima, apesar de triste. Tem aqueles diálogos memoráveis sabe?

A história é extremamente atual e é isso que a deixa mais emocionante.

P.S.:  eu chorei lendo esse livro todas as vezes =’) haha

Em Éramos Seis conhecemos mais sobre o passado e sobre os costumes do início do século XX.

A autora escreve maravilhosamente bem. É daqueles livros que só paramos de ler quando o terminamos sabe?

Esse livro nos faz pensar sobre nossas escolhas, sobre a brevidade de nosso tempo terrestre, sobre as pessoas que nos acompanham nessa longa e curta jornada que é a vida!

Por fim, espero que todos leiam esse livro, pois é uma obra maravilhosa!! Além do mais recebeu diversos prêmios e foi traduzido para diversas línguas… Além disso, recebeu uma ótima crítica de Monteiro Lobato… Então, o que estão esperando para começar essa leitura incrível? hahaha

Beeijos.

 

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10 comentários em “Resenha: Éramos Seis

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