Resenha: Eu sobrevivi ao Holocausto.

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Autora: Nanette Blitz Konig

Publicado em 2015

190 Páginas

Editora Universo dos Livros

Sinopse: 

Como sobreviver a um campo de concentração? Estaria essa sobrevivência condicionada ao acaso do destino? Em um emocionante relato, Nanette Blitz Konig conta a história de um período em que ela e milhões de judeus foram entregues à própria sorte com a mínima chance de sobrevivência. Colega de classe de Anne Frank no colégio, Nanette teve a juventude roubada e perdeu a crença na inocência humana quando esteve diante da morte diversas vezes – situações em que fora colocada em virtude da brutalidade incompreensível dos nazistas.

Hoje, aos 86 anos, Nanette vive no Brasil e expõe suas lembranças mais traumáticas aos leitores. As cenas vivenciadas por ela fizeram os mais experientes oficiais de guerra, acostumados a todos os horrores possíveis, chorarem ao tomar conhecimento. Em uma luta diária pela sobrevivência, Nanette deveria suportar o insuportável para manter-se viva. Através de um depoimento ao mesmo tempo sensível e brutal, ela questiona a capacidade de compaixão do ser humano, alertando o mundo sobre a necessidade urgente da tolerância entre os homens.

Olá leitores,

Eu sobrevivi ao Holocausto foi um dos livros mais marcantes que li ultimamente.

Nanette Blitz nasceu na Holanda em 1929 e era judia. Devido a isso, Nanette e sua família viveram por anos em campos de concentração. Nesse livro, ela narra os intermináveis dias no “Campo do Horror”, as humilhações por quais os judeus passaram, as perdas e todo o sofrimento.

“Neste livro não os convido para acompanhar uma história feliz. Eu os convido, talvez, para vivenciar um futuro com mais tranquilidade e harmonia. Nas páginas deste livro vocês lerão relatos de acontecimentos que permanecem eternamente na minha memória, como um filme sem-fim, e que me fazem ter pesadelos até hoje.”

Nanette e sua família viviam bem na Holanda. Seu pai tinha um cargo importante no banco e isso dava à família boas condições de vida.

Antes da segregação judeus e cristãos estudavam na mesma escola. No entanto, após o poder estar nas mãos dos nazistas isso não ocorreria mais. Na Holanda foram criadas escolas para judeus, onde todos que trabalhavam nela eram judeus. Foi no Liceu Judaico que Nanette conheceu Anne Frank.

“Por uma mera coincidência do destino, eu e Anne Frank ficamos na mesma escola e na mesma classe”. 

No início desse período Nanette conta que tudo era proibido para os judeus. Transporte público, parques, cinemas e até comércios possuíam uma placa: PROIBIDO PARA JUDEUS.

É terrível pensar que essas coisas realmente aconteceram. É uma história de terror real!

Após alguns meses vivendo o início da intolerância, a família Blitz foi capturada e levada ao campo de concentração de Westerbork.

Tomar banho de água fria (mesmo no inverno), comida escassa, ficar sem comida por dias, superlotação, falta de medicamentos para os enfermos, fazer suas necessidades em latrinas, cadáveres amontoando-se são algumas coisas que os judeus passaram nos campos de concentração.

“Era como se sua humanidade fosse arrancada aos poucos. A cada dia todos iam enfraquecendo e ficando mais magros e doentes. Era uma situação de desesperança – todos eram entregues à própria sorte”

Em várias partes do livro Nanette afirma que os nazista não possuíam remorsos e que realmente acreditavam que os judeus eram seres inferiores e que mereciam todo o sofrimento possível.

Nesse livro, Nanette narra seu reencontro com Anne Frank no campo de concentração, situado no norte da Alemanha. Ela narra também, a morte das irmãs Margot e Anne Frank.

“E foi assim que o destino, o acaso, me levou até Anne. Eu nem acreditava que a havia encontrado – e ainda viva!”

“Anne também me contou sobre o diário e que passara o tempo todo relatando nele o que acontecia dentro do anexo”

Foram cerca de 2 anos de, literalmente, luta pela sobrevivência.

Essa obra é simplesmente fantástica. Ler de historiadores o que os judeus passaram na época do Holocausto não é o mesmo do que saber direto de uma sobrevivente.

Nanette Blitz conta como o campo de concentração em que se encontrava foi libertado e sua luta para sobrevivência após sair de lá.

Ela narra todas as sequelas deixadas por aqueles intermináveis anos e que até hoje fazem parte de sua vida e de sua família.

Nanette e sua família moram em São Paulo e, atualmente, ela trabalha ministrando palestras em escolas a fim de que os jovens saibam que aquele período de horror realmente existiu e para que nunca esqueçam essa parte da história do mundo.

“Nunca vou conseguir superar e aceitar tudo o que aconteceu comigo, mas vou permanecer falando até os últimos dias, para que ninguém jamais possa afirmar que isso não aconteceu, e para que o mundo não esqueça as dores que a intolerância pode causar. “

Eu sobrevivi ao Holocausto é uma incrível história de superação e vontade de viver!!

O livro foi muito bem escrito, leitura extremante fácil e fluida.

Em quase todas as páginas têm os trechos mais marcantes em destaque ^^

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Mais ou menos na metade do livro, há fotos do arquivo pessoal de Nanette. Fotos de seus amigos na escola, cartas enviadas a sua tia, fotos dela e de Anne Frank e muito mais.

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Esse livro nos faz entender, mesmo que uma pequena parte, o sofrimento pelo qual as minorias passaram na época do nazismo.

Recomendo muito!!

Beijoos.

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Um comentário em “Resenha: Eu sobrevivi ao Holocausto.

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