Resenha: “E o Céu de Miramar?”

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Lançado em 2015 pelo escritor Oliver Fábio, “E o Céu de Miramar?” contem 420 páginas e foi a primeira obra de inserção do design gráfico no mundo da literatura.

O livro já começa com um diálogo típico e temporal em relação à situação social que vivemos hoje. É uma conversa por rede social entre Piro e sua namorada, relatando este momento cibernético que vivemos.

O pontapé da história é a morte do querido cachorro da família. A partir daí, todos começam a repensar a sua trajetória de vida (até os mais jovens da trama), o que estão fazendo no lugar que estão, e se aquilo está ou não coerente com a visão e conceito de vida que eles possuem.

Cada personagem possui um problema pessoal que envolve a família, variando a idade e o papel dentro da casa que até então moravam. A mãe, Amaya, não vai tão bem assim nos negócios e não se sente tão bem na presença do então marido, Solano. Este por sua vez, quem levou o cachorro desde filhote para casa, canaliza todo o desconforto familial em seu trabalho, como se fosse uma válvula de escape.  Pelo acumulo de serviço, acaba nem voltando para casa algumas noites, influenciando no retorno da vida individual, sem esposa e filhos.

Clara ainda está na adolescência, tem problema com os pais. Na visão da garota, não há democracia entre as partes, fazendo com que passe a maior parte do tempo online, se divertindo ao falar com outras pessoas que lhe dão atenção e marcando encontros -que mais pra frente do livro se tornam preocupantes – com pessoas desconhecidas. Ao passo que a família vai se desmanchando, ela tem que cuidar da própria vida, mudando totalmente a realidade que ela estava no início da escrita.

Piro é o personagem mais perturbado com a morte do animal, talvez por ter recebido a notícia do ocorrido de um jeito longe de agradável e bem frio.  Apesar disto, ele também encontra uma forma de mudar os ares que respirava.

O diferencial deste livro é que nada é previsto. Você pode até achar que sabe como as coisas se encaminharão, mas você com quase toda certeza estará errado.  Os fatos que formam a história geral são completamente contemporâneos e com certeza em alguma situação você irá se encaixar.  A linguagem é bem simples, nada complexo e difícil de entender.

 

 

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