Teeteto – Platão

Sem título

No diálogo “Teeteto” de Platão. Os filósofos, mais precisamente Sócrates, como mentor, e Teeteto, como “aprendiz”, vão em busca do significado de conhecimento o/ .

O livro é todo feito em diálogo, haja vista o método que Platão usava para encontrar o verdadeiro significado das coisas que é a dialética. Apesar de ser de fato uma conversa, os argumentos não trazem um entendimento tão rápido, ou seja, esteja atento na leitura, pois o problema não é o vocabulário em si, mas sim a maneira que é escrito, e até mesmo as ideias um tanto complexas que estão nele. Algumas vezes pode soar até cômico, quando Sócrates “fala” durante uma página, e Teeteto responde que seria impossível não entender da forma que Sócrates explicou, e você, que leu, pode pensar “Como assim!? Já li a terceira vez e ainda não entendi!” =D. Mas, sem dúvidas, é uma leitura acessível. Aliás, os diálogos de Platão que tenho lido não são leituras muito difíceis de se fazer comparados a alguns outros filósofos, tais como Parmênides e Kant *o*.

No início, Sócrates conversa com um amigo, Teodoro, que lhe indica Teeteto como um jovem brilhante, com uma capacidade jamais vista. Então, Sócrates vai em busca de achar o significado de conhecimento com Teeteto, para dizer a verdade, ele quer que Teeteto responda  o que é, pois ele não podia fazer isso, ele até se compara a uma parteira, que, naquela época, poderia parir o filho de outra pessoa, mas não poderia ter filho. Assim sendo, ele inicia com a pergunta: “Eis o que me suscita dúvidas, sem nunca eu chegar a uma conclusão satisfatória: o que seja, propriamente, conhecimento. Será que poderíamos defini-lo? Como vos parece? Qual de nós falará primeiro? ” e este responde que já havia pensado a respeito disso, pois já tinha ouvido que Sócrates fazia esse tipo de pergunta, mas nunca tinha chegado a um conceito. Sócrates “aperta” ele para que desse uma resposta, então Teeteto responde que existem diversos tipos de conhecimento, por exemplo, “geometria, a arte do sapateiro e dos artesões”. Porém, Sócrates não gosta nada disso, pois explica que se ele perguntasse o que é lama, e o outro respondesse que existem diversos tipos de lama, como conheceria os outros tipos de lama, sem ao menos saber o que é a natureza da lama? 😦

A partir disso, o livro começa a criar a verdadeira história. Os dois, mais o Sócrates, começam a andar por diversos argumentos. Conhecimento como sensação, que depende de quem está olhando, por exemplo eu posso achar algo e outro achar outra coisa, mas ambos estarem certos, pois depende da percepção de cada um, como juízo (esse você entenderá melhor com a leitura), sempre citando ideias de outros pensadores e o porquê deles estarem errados ou certos. Tudo muito bem discutido.

Portanto, para quem gosta de filosofia será uma experiência muito engrandecedora, literalmente viaja-se no conhecimento.=D Quem não gosta pode tentar dar uma lida, quem sabe comece a gostar, é tão bacana *-* hahaha

obs: O livro é de domínio público.

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