O Pagador de Promessas – Filme

Filme brasileiro produzido por Anselmo Duarte, em 1962, a obra “O pagador de Promessas” retrata a diferença de valores dentro de uma mesma comunidade.
Totalmente diferente da produção nacional de hoje (tanto que foi o único filme brasileiro a vencer o festival de Cannes), a produção do drama teve inicio no teatro, depois virou filme e houve até mesmo a produção de um minissérie.
Para falar que ele é completamente diferente dos filmes brasileiros (ao menos os nossos blockbusters do ano 2000), a única semelhança que notei foi a atualidade dos assuntos e como pouca coisa muda com o tempo.

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A história do longa, sucintamente, é de um homem do campo que viaja para cidade grande a fim de pagar a promessa que fez quando seu burro de estimação ficou à beira da morte. Diante dessa situação atípica numa selva de pedras, a atenção se volta completamente ao personagem principal do drama, O Zé do Burro.  Cada personagem vai tentar exalta-lo, exagerar seu real objetivo a fim da promoção individual. Por exemplo: a mídia o expunha como defensor de problemas políticos, o homem que traria a solução para a sociedade brasileira.
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A polícia o retratava como bandido para se livrar de algumas situações e até de aproveitamento da vida pessoal. Por fim, a história vira um caos.  Simples de resolver, já que para a promessa terminar era necessário apenas colocar a cruz – que ele carregou desde a sua cidade natal – dentro da igreja. Mas a ação era  impedida pelo padre Olavo, que julgava a atitude do humilde rapaz como pagã.
 
 É um filme bom de assistir porque – além de quebrar este preconceito que ate eu mesma tinha com filmagens brasileiras – você percebe que tudo aquilo que todo o roteiro do filme  (a intolerância religiosa, a grande diferença entre campo e cidade, o ódio, o aproveitamento das situações, a própria mídia querendo aumentar o tamanho das situações para promoção do veiculo) ocorrem ainda hoje, mesmo depois de mais de cinquenta anos.  E ai que chegamos na questão:  Até quando situações arcaicas vão retratar a nossa contemporaneidade.
Confira o trailer: 
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