A teoria das ideias – Platão

diálogos PlatãoFalou em Filosofia e mostrou livro do Platão, então começamos bem :D

(Não consigo escrever pouco em uma resenha sobre Platão, então aí vai um textinho  =D)

Neste livro há dois diálogos escritos por Platão, o primeiro “O Sofista” e o segundo “Fédon”

Os diálogos de Platão trazem uma conversa em que o intuito é chegar ao mais próximo do que realmente é aquilo que se quer explicar, para isso, os personagens do diálogo chegam em argumentos distantes do comum, às vezes, pode-se pensar que estão “brisando” mas depois vem a explicação e aí tudo começa fazer sentido. A leitura tem que ser feita com atenção, apesar de não ser tão difícil em comparação a outras filosofias. A filosofia de Platão dividia o mundo em duas partes, o “Mundo de baixo” e o “Mundo de cima”, sendo que o de baixo seriam as coisas sensíveis (materiais), e o de cima são as ideias e a essência das coisas; percebendo pela literatura dos nomes, o mundo de cima traz um nome muito intuitivo para ser o melhor. Por isso, tudo tem que ser muito bem explicado, não só pelo que é facilmente visto,  o mais próximo da realidade e essência das coisas.

O Sofista

“O Sofista” traz um diálogo para tentar explicar o que é um sofista. Figura muito comentada e que pode ser vista até hoje. Para eles o sofista é alguém que imita alguém que tem conhecimento, mas o pior é que ele não tem senso algum de dizer a verdade. O que faz um sofista? Imita palavras sábias, envolvendo seus ouvintes, para no final chegar em uma afirmação mentirosa, para tentar vender como verdade. Mas, no diálogo, a desenvoltura sobre o tema é muito mais complexa, pois como eles disseram, esse não é um tema fácil de ser explicado, afinal, se fosse, não teria um diálogo inteiro, dos poucos, só para esse tema.

Lembro-me de um professor de História que começou fazer um sofismo em sala. Começou explicando que para existir qualquer pesquisa, descoberta, que seja no estudo da Matemática, da Física, Geologia, o que quer que seja precisa-se da história, pois se não tudo que se estudou em uma época seria tudo perdido, e logo não existiria mais atualmente, então ele chegou na conclusão que a História foi a primeira disciplina a ser estudada e sem ela não teria nada, e pediu para que achassem o erro da conclusão. Então, aí foi o momento em que todos ficaram quietos, até uma única mão se levantar e dizer “A linguagem” e explicou que sem a comunicação ou a escrita a História não seria possível, então ela não foi a primeira a ser estudada. Fazendo um paralelo, ele queria vender a matéria História como a primeira a ser estudada, o que não seria difícil aceitar, após os argumentos.

Outro assunto que eu acho bastante parecido e que tem a ver com os dias atuais, são aqueles livros de auto ajuda, no qual o autor pode dizer que funcionou com tal e tal, basta você fazer isso que também terá sucesso, dando vários argumentos do porquê deu certo, mas esquecendo, no final, que cada um tem uma ideia do que é bom pra si, do que faz bem. Mas faz que muitos acreditem na fórmula mágica. (Inclusive tem um vídeo na resenha do livro “O Príncipe” do Maquiavel, que eu postei do Prof Clóvis de Barros da USP, que ele fala bastante sobre, só não lembro dele caracterizar como um sofismo).

Fédon

Fédon é um diálogo explicativo do que Sócrates disse antes de morrer 😦

Nele é explicado o porquê dele não ter feito nenhuma objeção a sua morte, chegando a conclusão que todo bom filósofo quer morrer, já que quer saber a essência das coisas, e  o corpo é um problema para isso, ele vai pelas vontades instintivas, felicidades, pela aparência das coisas, então se separar dele seria o ideal, visto que a alma é imortal, e ela faz parte do mundo de cima, ele quer só a alma e não o corpo.

Recomendo a leitura do livro, com ela comecei a procurar ideias mais sensatas, melhorei no quesito explicação, e principalmente melhorei a paciência, que em muitos lugares é importante, porque nem sempre um pensamento é fácil de ser explanado, às vezes, precisa criar alguns conceitos no leitor ou ouvinte, para que depois ele possa degustar de um entendimento que ele próprio pode explicar, antes mesmo do escritor ou falante concluir, pois deixou tudo aos redores muito claro, sem meios argumentos.

Foto de um dos maiores filósofos de todos os tempos, considerado por alguns o maior 😀

platão

Platão

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