Apocalipse Zumbi – Cartas #part5

Carta da Érica F. Martins – @starr_erica

Esse é um recomeço

Meu estômago roncava e a garçonete da lanchonete não vinha logo.Estava eu com uniforme escolar, impaciente, até porque ficar cinco horas estudando não é tão fácil quanto se imagina.Foi um dia estranho, pois alguns professores e alunos faltaram. Sim, com certeza a gripe suína deve ter voltado. Mesmo aqueles que foram ficaram passando mal ao meu lado (espero não ter me contaminado). Epidemias são uma droga.

Fico preocupada quando ouço um grito de socorro e no momento tento avistar alguém próximo, porém só estava eu naquela lanchonete.Por instinto saio correndo para o outro lado da lanchonete, onde uma senhorinha de idade estava jogada no chão implorando por socorro, e o pior você não pode imaginar: estava sendo devorada.

Não sendo devorada por um animal (além de parecer), estava sendo devorada por um ser parecido como aqueles do filme “Pânico na Ilha”. O ser que estava fazendo a atrocidade não havia me avistado ainda, e estava com o uniforme do local (a garçonete!).

Ela também parecia parte do elenco de “The walking Dead”. Eu não pude imaginar no que via, era loucura aquilo, zumbis não existiam.

De imediato imaginei ser alguma pegadinha, mas parecia tão verídico ao mesmo tempo em que gritei de medo (a pior coisa a se fazer, eu sei). Isso fez a garçonete-zumbi olhar até mim.

Foi com um reflexo que peguei uma cadeira próxima e abati bem em sua cabeça.

A senhorinha já estava morta, porém peguei uma faca na cozinha da lanchonete e atravessei-a na cabeça toda grisalha agora colorida de vermelho-sangue.

Cobri-me de sangue da garçonete-zumbi para não correr o risco de nenhum zumbi sentir cheiro fresco de carne nova, sangue bom, organismo funcionando e coração batendo, e fui fechar a porta para ninguém entrar.

Primeira reação: ligar para polícia. Chamou e ninguém atendeu. Tentei mais três vezes, e na quarta estava tudo sem sinal.

Segunda reação: Ficar num canto com uma faca na mão, morrendo de medo, e gritando para ver se há mais alguém. NÃO, ESTAVA SÓ.

Terceira reação: Espiar por uma brecha da porta como está lá fora e escrever com sangue na porta “AJUDE-ME”.

Fiquei lá dentro da lanchonete sozinha e tendo que aguentar o cheiro de defunto por uns 15 dias (eu estava mais que desesperada), quando a porta começou a ser socada por vários (talvez) zumbis, mas eram sobreviventes acompanhados da salvação revistando a cidade (já que era bem pequena).

Fui resgatada de lá. A cidade estava um caos, e com certeza eu estava mais que mal por não ter meus parentes perto de mim, e pelo o mundo estar assim.

Mas ocorre que nada nessa vida tem um por que e um como. Como o vírus zumbi começou? Por que tudo isso teve que ocorrer? Por que é do destino uns morrerem e outros não?

Acontece que o mundo nunca será o mesmo, e eu sei que viverei agora em apenas um mesmo lugar com restrições de saúde e com poucos recursos.

A gasolina dos sobreviventes acabaram, e o ontem também.

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