Apocalipse Zumbi – Cartas #part4

Carta do Jhuann Sousa mourão – @jhuannsousa2

Estou muito calmo. A brisa bate suavemente em meu rosto. Estou indo para o ponto de ônibus indo para a casa. Tudo está realmente calmo e a única coisa que me irrita é o fato do ônibus estar realmente cheio. A viagem chega ao fim em alguns minutos e eu saio do ônibus no meu ponto. A mochila esta pesada e isso me incomoda. Algo me chama a atenção. Um homem. Ele está com as roupas rasgadas, a pele cinza e pálida com várias manchas de sangue e pedaços da carne do seu corpo está faltando. Eu chamo a sua atenção, para perguntar se ele está bem. Algumas pessoas estão na rua e não entendem esse homem. Ele berra algo horrível e totalmente incompreensível. Ele agarra meu braço com força e tenta morde-lo. Com a força que eu tenho, que não é muita, eu o impeço. Bato em sua cabeça que está na carne viva.

Ele cambaleia para trás e tonteia. Me levanto e novamente ele parte para cima de mim. Tiro minha mochila pesada das costas e bate fortemente em sua cabeça. Um homem vem correndo com o objetivo de ajudar. Ele segura o homem horrível, que, sem motivo nenhum me atacou. O homem que me ajudou põe os braços por debaixo das axilas do homem horrível e as juntas em cima de sua cabeça, o imobilizando. Ele pergunta se estou bem e respondo que sim. As pessoas que assistiam aquele show horrível se aproximam. Todos tem pavor de olhar para o homem que me atacou. Pensando que ele está gravemente ferido, por causa de seu corpo todo ferido, com sangue seco, a pele na carne viva e roupas rasgadas. Muitos perguntaram para ele o que aconteceu. Muitos falaram que seria bom leva-lo para o hospital. Para se curar dos machucados péssimos. Mas isso não vai adiantar nada. Meu estomago se revira e a vontade de vomitar é imensa. Não era possível. O que era aquilo em minha frente? Aquela coisa horrível? Mas sim. Estava bem em minha frente. Embora não desse para acreditar, isso era realmente verdade. Aquele homem era um ZUMBI. De repente uma mulher com dentes podres, cabelo ensebado, surgi. Ela estava a mais ou menos uns dez metros, mas vinha correndo a toda velocidade. A aparência era pior do que a do homem que me atacou. As pessoas se apavoram muito. Mas um coisa corta o ar e atinge a mulher em cheio na cabeça, e ela cai no chão. Um homem, de aparência velha, tinha uma arma em mãos. Ele mirava na mulher. Ele se aproxima do zumbi que está sendo segurado a toda força pelo homem que me ajudou. Ele fala para o soltar e o homem obedece. O zumbi tenta atacar, mas o homem dá um chute em seu corpo e em seguida atira em sua cabeça, o matando. Ele berra, por que ainda estamos ali. Devíamos estar indo para um lugar seguro para nos esconder, e apenas isso volta a nossa atenção para a vida real. Dois zumbis apareceram. Então era muito provável que teria muito mais. Vou correndo apavorada mente para minha casa. As casas vizinhas estão todas fechadas e pessoas olham atentamente pelas pequenas frestas abertas das janelas. O portão da minha casa está fechada e eu bato várias vezes nele e berro para abrirem. De repente, detrás da casa vizinha, ao muito longe da minha, um vulto negro passa rápido. Ele para ao lado da casa e mais do que nunca, eu me apavoro. Era outro Zumbi. Ele me olha atentamente, como um leão olha a sua comida. Então começa a correr em minha direção. Bato mais forte no portão e ele se abre. Era o meu irmão mais velho que o abriu. O seu rosto pálido e pasmo. Ele não tinha ido a aula hoje por que estava mal. Eu entro violentamente para dentro e fecho o portão. Mas algo me impedi. O braço do zumbi que me olhava se projetou entre a tranca e a porta do portão, impedindo de fechar. Meu irmão me ajuda a tentar fechar e colocar o braço do maníaco para fora, que berrava muito. Era muito difícil. Abro a minha mochila e começo a procurar algo que me ajude e de dentro, puxo a minha tesoura. A uso como ferramenta e começo a esfaquear brutamente e com raiva o braço do maldito zumbi. Ele berra mais e mais. Não para de tentar entrar. Mas então ele recua o braço e fechamos o portão. Meu irmão me olha e fala que pensou que eu estava morto. Entramos em casa, onde encontro meu pai e minha mãe pasmos. Já sabiam do que estava acontecendo. Me mandam tirar a roupa ensanguentada e tomar banho, obedeço, com grande prazer, querendo tirar o maldito sangue do meu corpo. Eu ainda estava muito assustado. Quando saio do banheiro, vejo na teve o jornal e me pergunto como podem estar apresentado algo desse tipo com tudo isso. Mas então, vejo o motivo. Estavam avisando sobre o ataque dos mortos vivos que começou e não entendem o aterrorizante motivo ou a causa que isso estava acontecendo. Mas avisavam para não saímos de nossas casas e nos protegermos de todas as formas. Abrigarmos toda a comida e agua possível. Colocar barreiras nas portas e tomar toda precaução possível para se proteger, pois não sabiam como acabar com os ataques e não sabiam por que a coisa que pensávamos não ser possível, realmente estava acontecendo.

Passamos dias trancados em casa. Sem ver a luz do Sol e querendo muito sair para fora e respirar um pouco. Embora tenhamos o muro e não termos ouvido nada, não podíamos ter certeza do que aqueles vermes são capazes de fazer. Tínhamos agua para vários dias, mas a energia e a comida estavam acabando. Realmente não sei como ainda conseguiam apresentar os jornais da noite, mas era a coisa que distraia as nossas mentes. E uma certa noite, algo que saiu foi diferente e pareceu que era a chance de alguns sobreviventes. No noticiário, saiu que existia um lugar que não estava devastado de zumbis. Era alguns lugares de estados. Não parei para pensar que poderia os outros estados estarem também devastados de zumbis, mas agora tinha que me preocupar comigo e com minha família. Eles foram falando os estados que estavam com lugares livres de zumbis. Eu cruzava os meus dedos para que o lugar em que eu estou tenha um lugar não devastado. O repórter falou alguns nomes e estava perdendo as esperanças que o nosso lugar estivesse com um lugar livre. Mas então, com uma onda de alivio, eu ouço o repórter falar o nome do meu estado e o lugar onde está livre e com uma barreira para impedir a entrada dos zumbis. Era longe dali onde eu morava, mas se teria esperança era para lá. Falei com minha família, dizendo que não poderíamos ficar ali para sempre. O que faríamos quando a comida e agua acabar? Sem relutância eles concordaram e sabiam o que era para fazer. Logo, começamos a arrumar mochilas com roupas, agua e comidas. Claro, não poderíamos sair por esse lugar devastado, sem um meio de proteção. Felizmente, eu tinha uma arma que poderia ser útil, já que não tínhamos realmente armas em casas. Eu tinha um arco e flechas. Realmente ia ser útil. Além dessa minha arma, tínhamos facas, alguns facões, porretes, e um pé de cabra. Não era de toda proteção, mas era o que tínhamos. Cada um de nós carregou uma mochila e se abasteceu das armas. Além do meu arco, eu me abasteci com facas. Estávamos preparados para sair, e eu estava preocupado com meu irmão e minha mãe. Eles não saberiam muito bem como reagir as coisas que estão rondado lá fora. Meu pai era diferente, ele era muito corajoso e forte. Mas eu precisava tentar protege-los. Minha mãe e meu irmãos. Mas tinha um outro problema em meio a vários. Não tínhamos um carro. Então iriamos falar com o nosso vizinho que tinha um, e se ele poderia nos ceder, ou ir conosco. Saímos de casa com cuidado. Abrimos o portão e saímos. Trememos muito começamos a caminhar em direção ao nosso vizinho. Aparentemente não ocorre nada e caminhamos em direção a o meu vizinho, sem tentar fazer ruído. Conseguimos chegar até lá e meu pai sussurra o nome do meu vizinho em vão. Ele bate na porta e chama ele de novo. Então eu chamo eles e aviso com medo extremo que tem um correndo até nós. Ele berrava. Meu pai bateu com mais força e na porta e berrou o nome dele. Pego uma flecha e encaixo no arco e atiro em sua cabeça, o fazendo cair. Outro surgi detrás de uma casa e atiro novamente. Mais dois aparecem e sinto meu irmão tremer, mas então a porta se abre e entramos correndo para dentro da casa. Depois do susto conversamos com o nosso vizinho e ele cede o carro e vai junto conosco. Ele disse que quando chegou em casa sua família já tinha fugido com o outro carro. Aviso para o meu pai que precisamos ir em um bairro e buscar o meu melhor amigo. Eu e ele já tínhamos debatido o que fazer em uma ocasião como a que estávamos passando, mas claro, sem saber que isso realmente iria acontecer um dia. Mas ele sabia como sobreviver.

Depois de conseguirmos ir para o bairro longe onde ele mora, atropelando os nojentos e os impedindo de entrar no carro, conseguimos chegar onde ele mora e impeço uns zumbis de nos atacarem atirando em suas cabeças. Me assusto ao ver que eles estavam saindo com o carro que tinham. Um ataque começa e explicou em dez segundos por que eu estava ali e claro, ele entende. Entro no carro onde eles iriam sair e meus pais entram no mesmo que estavam. Tudo é horrível. A viagem é muito horrível. Quem dirigia não parou para descansar, embora demorou um dia para chegar ao tal lugar que não estava devastado de zumbis. Chegamos, mas com muita dificuldade. Muitas vezes, coloquei a parte do meu corpo para fora do vidro, e atirava na cabeça dos zumbis para os atrasarem, embora cada vez aparecesse mais e minhas flechas acabassem. Meu amigo fez o mesmo se colocando para fora da janela, mas com o facão que eu lhe dei, ele arrebentava a cabeça dos que chegavam perto do nosso carro. O lugar onde queríamos chegar tinha um imenso muro de concreto e um portão imenso de aço. Saímos do carro nas pressa e começamos a bater no portão. Uns dois zumbis atacaram e em um, encravei um faca na cabeça, várias e várias vezes. Com um baque ensurdecedor o portão abre e homens com armas atendem e nos deixam entrar. Eles atiram várias vezes a nossas costas, matando os zumbis que queriam entrar. Fecharam o portão gigante em seguida. La dentro, tinha várias e várias casa de tijolos, que só então em percebi, que era um espécie de condomínio.

Passamos vários dias lá, sabendo que era o lugar mais seguro para estar. Meu pai disse que os chefes do local, que são militares, estão querendo de alguma forma entrar em contato com o governo. E que o governo entre e contato com todos os países. Possuem esse poder. Querem que os laboratórios comecem a inventar uma espécie de cura para isso, ou procurem matar todos os zumbis que estão devastando os lugares, ou se não der certo, que eles acabem com a raça humana, pois isso não é vida, ficar em um lugar escondido, com medo do amanhã. Mas não existe cura. Não estão infectados, estão mortos e para isso não existe nada que combata a não ser a morte novamente. Mas, vamos sobrevivendo nesse novo mundo caótico. Eu era apenas um adolescente, e agora sou um sobrevivente por enquanto nesse mundo. Talvez um dia isso acabe, ou talvez não. Mas por enquanto não temos muitas escolhas a não ser tentar sobreviver até o amanhã. Pois está acontecendo. O APOCALISPSE ZUMBI É REAL.

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2 comentários em “Apocalipse Zumbi – Cartas #part4

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