Sorteio Apocalipse Zumbi #Cartas

Olá pessoas!

O sorteio terminou e nós aqui do blog resolvemos divulgar as cartas mais criativas! Então durante todo esse mês de maio, todo sábado, iremos postar duas cartas…

E pra começar, nós, blogueiros idealizadores dessa promoção, vamos postar as nossas:

Bia (eu)

Como de costume, lá vou eu esperar o ônibus para ir almoçar no centro, hoje estava particularmente frio e pela primeira vez não estava trânsito em São Paulo, o que era estranho, o ônibus chegou, entrei e sentei na primeira cadeira que eu vi pela frente. Nem passei pela catraca. Peguei meu celular, fone e liguei o som. Acho que eu devia atualizar meu playlist, essas música já estão mui…não terminei o pensamento porque o motorista freou com tudo, estávamos na avenida bem perto do centro e definitivamente não dava pra prosseguir com a viagem, tudo tinha virado um caos.

Carros queimando, pessoas mordendo outras pessoas, pessoas correndo, pessoas gritando e agonizando no chão.
– VOLTA VOLTA, DA RÉ!!! – gritei pro motorista que estava sem reação, ele começou a dar ré no ônibus, imediatamente liguei pro meu namorado.
– Começou!
– Agora? – ele perguntou.
– Sim, segue o plano! – desligue a ligação e em seguida liguei para minha mãe, pra minha prima, e para o meu pai (graças a Deus meu irmão não teve aula hoje), todos já estão cientes do que fazer, afinal de contas quem em pleno século 21 não tem um plano pro Apocalipse Zumbi?
O motorista ainda estava dando ré quando bateu em algo, fui jogada pra trás e bati a cabeça na merda da catraca, assim que levantei vi que o ônibus estava sendo cercado. Os passageiros começaram a gritar, devia ter umas 15 pessoas dentro do ônibus e uns 30 zumbis vindo em nossa direção.
– ACELERA!!! – gritei, mas o motorista gordo tinha entrado em estado de choque, ele estava tremendo. Fui até ele – SAI DA FRENTE! – tentei empurra-lo mas ele não saia do lugar, escutei vidro quebrando, dei um murro na cara do motorista. – ACELERA ESSA MERDA DE ÔNIBUS!!! – ele piscou três vezes seguidas e assentiu, olhei para trás e dois homens estava chutando os zumbis que tentavam entrar pela janela quebrada, o motorista acelerou e começou a esmagar todos em seu caminho, permaneci perto dele longe das janelas. Ele pegou a avenida, fazendo o caminho de volta.
– O que..pra onde..?
– Continua indo reto, pro mais longe possível do centro. – se meu plano estivesse correndo como planejado, meu pai tinha saído para buscar minha mãe e traze-la de volta em segurança, meu irmão estava sozinho em casa, protegendo-a e meu namorado estava reunido a família dele e mantimentos, o ponto de encontro era a minha casa, e eu não podia chegar lá com esse ônibus cheio de gente, preciso de um carro.
– Eu vou pra garagem, vou parar lá. PONTO FINAL É NA GARAGEM! – ótimo, o carro do motorista gordo deve estar na garagem de ônibus, que fica a 20 minutos a pé da minha casa, e andar sem arma a pé agora era suicídio. As pessoas começaram a gritar e resmungar com o motorista, respirei fundo e vi mais a frente uma loja de motos.
– Para aqui, para que eu vou descer! – ele me encarou e assentiu, acho que não queria levar outro murro, ele parou o ônibus eu desci e corri em direção a loja, que aparentemente estava ok.
– Olá em que posso ajuda-la?
– Liga a porra da tv que você vai ver! – olhei ao redor, preciso de uma moto scooter, como não sei dirigir motos tenho que pegar uma que eu só acelere e ela ande sozinha, automática, isso!
– Como?
– MULHER, ligue a tv! – a vendedora me encarou, mas ligou a tv.
– Oh meu Deus! – ela estava de boca aberta, encarando a tv.
– Essas coisas estão no centro, a cerca de 1 km daqui, preciso de uma moto antes que elas cheguem, você pode me dar a chave daquela PCX 150 ali? – ela ainda estava olhando pra tv – A CHAVE MULHER A CHAVE! PEGA UMA PRA VOCÊ E FOGE PRA SUA CASA TAMBÉM. – ela assentiu e saiu correndo, ótimo as pessoas só entende gritos pelo visto. A vendedora voltou com a chave, os outros vendedores e clientes da loja estão parados olhando pra tv boquiabertos, ela me deu a chave eu peguei – Valeu. – subi na PCX girei a chave, acelerei e fui em direção a porta, parecia que eu estava em uma bicicleta gorda motorizada, olhei pra avenida tinha uns 10 zumbis vindo em direção a loja, e até que eles andavam rápido, mas não muito, dava pra correr de um tranquilamente, parei de encara-los e acelerei a moto em direção a minha casa.

No meio do caminho parei em uma padaria que já estava fechada. Taquei pedras na janela até elas quebrarem e entrei. Aparentemente estava vazio lá dentro, peguei tudo o que pude, quando escutei um gemido estranho, nem precisei virar para ver, era um zumbi, coloquei as sacolas no chão, peguei uma garrafa de vidro da coca cola e a quebrei, peguei o maior pedaço de caco de vidro e parti pra cima do zumbi, ele parecia ser o padeiro, ou pelo menos estava com roupa de padeiro, obviamente ele iria tentar me morder então a primeira coisa que eu fiz foi dar uma rasteira nele, assim que ele caiu no chão subi em cima do monstro e enfiei o caco de vidro na sua cabeça, mas minha força não foi suficiente, levantei e pisei bem em cima de onde estava o caco de vidro (graças a Deus eu estava de bota) que entrou no cérebro do morto. No momento, eu estou me sentindo nojenta, muito nojenta. Pego as sacolas e pulo a janela, ligo a moto e acelero sem olhar para trás, apenas para frente. Chegou em casa em 5 minutos, o carro do meu namorado estava em frente de casa, respiro fundo, acho que ele conseguiu, deixo a moto na frente de casa, abro o portão e entro. Alguém me empurra com tudo contra o portão, bato a cabeça novamente.
– Aaaai!
– Você foi mordida? – grita meu irmão, mais novo, porém mais forte que eu, ele estava segurando uma faca – Foi mordida?
– Não fui, NÃO FUI SACO – empurro ele de volta.
– Deixa eu ver seus braços e pernas. – reviro os olhos, taco as sacolas no chão e dou um giro de 360º.
– Viu? – ele assente rindo.
– Eu te disse que se você virasse um zumbi eu te mataria lembra?
– É muito amor mesmo. – peguei as sacolas e desci as escadas. – Papai e mamãe?
– Tão lá em cima, vigiando, um ta olhando pro leste e o outro pro Oeste. – assenti – Papai arranjou uma K-47.
– Sério? Onde? – ele deu os ombros. – E o Reeh?
– Chegou agora a pouco, ele a mãe dele e o padrasto. – assenti. O plano estava indo muito bem.
Desci as escadas enquanto meu irmão voltou a vigiar o portão, entrei na cozinha e encontrei meu namorado fazendo coquetéis molotov, enquanto a mãe dele separava alimento perecíveis e não perecíveis. Os dois me encararam.
– Eu não fui mordida, relaxem. – ele sorriu, deixou as garrafas na mesa e me deu um beijo. – Você vai acabar com toda a bebida? – perguntei olhando para as 7 garrafas que estavam em cima da mesa.
– Relaxa, o vinho está a salvo. – comecei a rir.
– E as noticias?
– São Paulo inteira foi pro saco, as pessoas importantes estão sendo resgatadas de helicóptero, Norte e Nordeste também estão contaminados.
– E o resto do mundo? – ele balançou a cabeça negativamente.
– Até onde eu sei só a Oceania está de boas. – assenti.
– Então as chances de explodirem a cidade…
– É de quase 0. Ta assim em todo lugar.
– Ok, vou arrumar as câmeras então. – fase 2 do plano, fortificar o local, peguei 2 webcams antigas e meu notebook, e subi para o segundo andar da casa, lá tinha uma sacada com uma ótima vista da rua, coloquei uma virada para a esquerda e outra virada para a direita, iniciei a conexão.
– Bia? – virei para trás e vi minha mãe, fiz sinal para ela fazer silêncio, ela assentiu. Dei mais uns ajustes nas câmeras e fui de encontro com a minha mãe, ela me abraçou – Vem, vamos fazer uma reuniãozinha lá embaixo. – assenti, descemos as escadas e voltamos pra cozinha, já estavam todos lá, deixei o computador me cima da mesa, a rua estava vazia, por enquanto.
– E então, e agora? – perguntou meu pai.
– Ficaremos um mês aqui, no máximo, depois vamos sair em direção ao litoral norte, arranjar um barco e para na ilha mais próxima.
– Porque um ilha? – perguntou minha mãe – E porque não vamos agora?
– Ela tem razão, temos que ficar em movimento. – disse meu namorado.
– Se você sair agora vai ser morto, todo mundo ta tentando fugir para um lugar, e em uma cidade como São Paulo, estamos falando de milhões de pessoas desesperadas saindo ao mesmo tempo da cidade, o resultado só pode ser um..
– Trânsito. – disse meu irmão.
– Trânsito e caos, milhões vão virar zumbis e mesmo assim ainda terá carne fresca pra eles por um bom tempo, temos que esperar isso passar, eles ficaram mais inertes, a cidade ficara mais vazia, só ai poderemos seguir para uma ilha. – virei pra minha mãe – E respondendo a sua pergunta sobre a ilha mãe, lá tem comida, tem água, é isolada pelo mar e poderemos ver de longe qualquer um que estiver chegando, até isso acabar, uma ilha é a melhor opção. – virei pro padastro do meu namorado – Preciso que você monitore as noticias, teremos grandes problemas se forem detonar a cidade toda, – ele assentiu – Renan e Davi você revesam os turnos na vigia, comigo e com o meu pai, e as mamães serão responsáveis pelo racionamento de água, luz e energia, temos 2 no breaks, eles vão durar pouco depois que a luz acabar. Estão todos de acordo? – meu pai assentiu, pego a arma e subiu, eu olhei para o notebook, tinha uns 3 zumbis na rua – Ah e só uma coisa, – todos pararam e olharam para mim – sem….fazer….barulho.

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