Carta dos vencedores… #part1

Quem aqui ficou curioso pra ler as 3 histórias vencedoras?

Bom ai vai elas…

Carta do Saulo Menezes Lopes – @saulomenezes955@saulomenezes52    

Estou saindo da escola, indo almoçar, quando vejo o primeiro Zumbi. O que faria?

Com base na minha personalidade, no momento que eu avistasse o primeiro zumbi, eu teria duas reações: a primeira seria ficar tão chocado, a ponto de ficar Inerte! Tornando-me assim uma preza fácil para ele/ela. Concluindo o meu destino, eu iria me tornar mais um novo zumbi na área ☹.

Porém, com base na minha segunda reação, eu teria uma ação totalmente diferente da primeira. Assim que eu avistasse o primeiro Zumbi, eu iria sair correndo e ponha correr nisso. Eu iria tentar ligar para a polícia, más se eu for o único a ter avistado o zumbi até o momento, é provável que os policiais não acreditassem em mim! Descartando então essa possibilidade até um momento mais oportuno (se chegar a existir esse momento). Enquanto eu estou correndo decido não ligar para os policiais e sim para os meus pais (eu não sabia que eu era tão ágil kk) para alertá-los a respeito que eu vi um Zumbi. Implorando para eles de que eu não estou louco, porque eles iriam achar isso!  Com eles acreditando em mim (eu espero) eu os mando ficarem em um local seguro e bem trancado de preferência.

Quando eu termino de falar com meus pais, eu ainda estou correndo (dizem que o medo te dar forças que você não sabia que tinha, e estou começando a achar que dar fôlego também). Procuro um local seguro para mim, tento achar um prédio mais forte que tiver de acordo com as possibilidades da minha cidade. Mas antes de entrar eu me certifico se eu apenas vi um zumbi porque só existia um até o momento, ou porque os outros estavam escondidos. Entro no prédio devagar e observando qualquer barulho e acabo encontrando um extintor, eu preciso de algo pra me “defender”. Concluindo e rezando que o prédio esteja livre, eu me escondo na primeira sala ou o que for que tiver portas e trancas na minha frente. “Protegido” eu agora ligo para os meus irmãos e amigos (espero que eu ainda tenha créditos) e informo a eles o acontecido, eles também vão achar que eu estou louco, só não iriam achar isso a menos que a infecção tenha se espalhado. Dado os seguintes passos, alertado meus pais, meus irmãos e meus amigos, eu fico mais tranqüilo e imagino o que esteja acontecendo lá fora, nesse momento não há como não se lembrar dos filmes e séries que falam de Zumbi, mas presenciar isso é bem diferente, o medo toma conta da gente e se essa infecção tiver se espalhado? Como deve estar lá fora? Meus familiares e amigos estão bem? Durante esse tempo, minha barriga dar sinal de que eu preciso comer então eu lembro que eu estava indo almoçar, quando vi aquela coisa medonha, maldito!  Depois de tudo, por causa dele eu ainda fiquei com fome… As horas se passam, percebo que já é noite e eu não posso me dar o luxo de sair da “minha fortaleza” ainda mais a noite, apesar de minha garganta já estar seca, sem falar na minha barriga que já está doendo de tanta fome. Então eu penso,pela manhã irei verificar o que está acontecendo, fico atento durante a noite a qualquer movimento, mas o cansaço não me permite essa atenção por muito tempo, sem menos perceber eu caiu no sono.

Acordo assustado, levanto do chão as pressas, preciso de água e comida, oh como quero! Decido sair da minha zona de “conforto”, abro a porta, olho em volta para verificar a situação com o extintor na mão, perto do balcão há um bebedouro, vou até ele. Enquanto bebo água eu percebo que aquele prédio é uma clínica, mas não creio que seja hospitalar, mas sim de estética talvez, mas se tratando de uma clínica, onde estão os pacientes?  Meu cérebro me avisa, se meus temores estão certos, aquele zumbi que eu vi talvez não seja o único. Levando o extintor bem firme nas mãos, vou em direção a porta da clinica, quando eu a abro uma cena de terror me espera. Carros virados outros pegando fogo, casas e prédios destruídos, tudo destruído, sangue pelas ruas, mas como eu não ouvir nada disso?  Agora que eu observo o local, percebo que estou em uma rua conhecida, fica as uns 4 km da escola, mas ainda me questiono como eu não ouvir nada disso, porém não tenho tempo para me responder, olho para o lado e vejo que uns cinco zumbis estão vindos em minha direção, decido entrar no prédio novamente!  Decisão errada, dois zumbis estão vindo pelas escadas do primeiro andar, agarro o extintor com força (bela arma eu tenho em minhas mãos) saio correndo na direção oposta de ambos os zumbis, corro o máximo que posso, enquanto corro olho o letreiro da cidade onde informa as horas e data, está explicado porque eu não ouvir nada do que ocorreu eu dormir por um dia inteiro e duas noites!

Continuo correndo, para onde, eu não sei o mais longe possível dessas coisas, mas o que eu irei fazer?  Ao atravessar a rua que antes eram as lojas de grife da Cidade, vejo que tem um zumbi atrás de uma garota, corro para ajudá-la, com medo, mas eu vou, ao me aproximar, junto todas as minhas forças e bato na cabeça daquela coisa com o extintor ele caiu na hora (não sabia que eu era tão forte, acho que isso é mais um dos benefícios do medo) a garota fica paralisada e me agradece. Não há tempo para trocarmos olhares apaixonados agora, aviso a ela que estão vindos outros, começamos a correr, enquanto isso, ela me informa que existe mais sobrevivente. Olho para trás e vejo que o zumbi que eu bati está se levantando, ou eu sou muito fraco ou eles realmente são como nos filmes, só matam atirando na cabeça ou quebrando o pescoço (estou frito). Corremos por mais uns minutos, que para mim parece eternidade, ainda estou com sede e muita fome! Ao virar uma rua, chegamos a um prédio de dois andares, que pelo seu estado agora, ele já foi uma doçaria, ao nos aproximar, armas vem em nossa direção a garota diz que está tudo bem, entramos por uma porta pesada e estranha, eles com certeza modificaram a porta também. Lá dentro encontro umas dez pessoas, uma mulher vem falar comigo:

– Quem é você?

– Eu me chamo Saulo – respondo

– Você foi ferido? – Pergunta a moça

– Não

– Rafaela, como você encontrou ele? – A moça pergunta

Percebo que o nome da garota que eu ajudei é Rafaela.

– Na verdade ele me encontrou Ana, quase fui atacada se não fosse por ele – responde Rafaela.

Eu pergunto a moça o que está acontecendo?! Ela me fala que há quase dois dias e ninguém sabe como, aqueles zumbis apareceram na cidade.

– No começo foram poucos é claro, mas os mais espertos e aqueles que assistem filmes a respeito, sabem o que ocorre se uma dessas coisas o morderem. Por isso trataram de se proteger, já os outros viraram “amigos” daquelas coisas e nos atacam agora.

– Mas ninguém sabe como ocorreu? Cadê a polícia das outras cidades e a imprensa? Uma coisa dessas iria parar o mundo! – eu falo

– Já tentamos ligar para tudo e todos, não existem mais sinal de celular, telefone, internet, nada nessa cidade! – responde Rafaela.

– Achamos que estão abafando o caso e se realmente estivermos certos, essas coisas foram colocadas aqui! – Ana explica.

– Mas como e por quê? – Eu pergunto.

– Isso não sabemos, mas estamos dispostos a descobrir e matar esses desgraçados e se você quiser nos ajudar  vai valer – Ana continua.

– Eu quero ajudar e quero saber o que está acontecendo e onde estão meus familiares e amigos, mas o que tenho que fazer? – Eu pergunto.

– Sabe atirar? – Pergunta Rafaela.

– Um pouco, eu brincava de tiro ao alvo com os meus primos nas férias.

– Ótimo, tome essa aqui e matem os quantos daquelas coisas você poder.

Ana me deu uma arma, que eu já tinha visto, mas nunca tinha pegado em uma, uma bela arma por sinal, Preta, cano médio (gostei dela).

– Só mais uma pergunta! – eu falo – vocês já mataram uma daquelas coisas?

– Já! E se você quer saber, sim, só se mata aquelas coisas com um tiro na cabeça e possivelmente quebrando o pescoço, to achando que aqueles caras dos filmes criavam essas coisas para poder se inspirar. Fala sério!  – Ana responde.

Engulo em seco e percebo que literalmente eu estou ferrado, Rafaela se aproxima de mim e percebo agora olhando mais calmamente para ela percebo que ela é bonita e tem olhos profundos e fortes “haaa romance numa altura dessas do jogo, fala sério?!” eu penso, mas não posso deixar de admirar a sua beleza. Ela fala comigo:

– Quer um Conselho?

Eu balanço a cabeça afirmando que sim.

– Fique vivo, mas qualquer coisa estarei aqui pra te ajudar, te devo essa!

Começamos a nos preparar para sair, as pessoas ligam os carros, engatilham as suas armas, eu também faço o mesmo e me surge uma força de querer vencer isso! E não sei o que está ocorrendo de fato. Mas quero saber onde estão meus amigos e familiares e descobrir de onde vieram essas coisas, eu não sei se conseguiremos, não sei para onde iremos e nem se iremos voltar! De uma coisa eu sei, os mortos estão vivos, eles podem andar, porém eu irei fazer a maior questão de meter uma bala na cabeça de cada um deles, há sim, com muito prazer!

 

 

Anúncios

Olá, o que você achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s