Resenha: Poldark – Ross Poldark

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Alguns livros são como o horário de pico em São Paulo, muita correria, muita ação, corre pra lá, corre pra cá.. Mas existem outros livros, que são calmos, como um passeio em um dia quente de verão, onde caminhamos apreciando cada detalhe, cada pequena descoberta e reviravolta da história, Poldark é assim.

Sinopse: Cansado de uma guerra cruel na América, Ross Poldark retorna para sua terra e sua família. Mas o alegre retorno que ele esperava torna-se amargo, pois seu pai havia morrido, sua propriedade estava abandonada, e a garota que ele amava estava noiva de seu primo. Porém, sua compaixão pelos mineradores e rendeiros desamparados do distrito o leva a resgatar uma faminta mocinha de rua que estava brigando em uma feira, um ato que altera todo o curso de sua vida. Ross Poldark é o primeiro romance da incrível saga de Winston Graham sobre a vida na Cornualha do século dezoito. Publicado pela primeira vez em 1945, a série Poldark tem cativado leitores por mais de setenta anos. Agora, é uma série atual, transmitida em horário nobre, pela BBC de Londres.

Romance, De época/ 320 Páginas / Cortesia editora Pedra AzulAutor:  Winston Graham/ Publicado em 1945 / Classificação 5/5 / Página da editora 

Bom, antes de começar a ler esse livro, você deve ter em mente que ele se passa no passado, é antigo, bem antigo, e com isso os costumes da época podem ser um tanto estranhos para nós. Como por exemplo a relação marido x esposa, e também a das classes sociais.

Nessa história acompanhamos Ross Poldark voltando para casa após sua participação na guerra dos EUA, e ele estava literalmente ferrado. Não tem outra palavra para descrever a vida dele naquele momento.

“Eu vivi minha vida e, por Deus, como eu a aproveitei!” – Pág 08

Seu pai tinha morrido, as terras que ele tinha herdado estavam abandonadas, e a mulher que ele amava e estava tecnicamente esperando ele retornar da guerra, agora estava noiva de outro cara, para ser mais precisa, de seu primo, Francis.

Triste não?

Por um breve período acompanhamos Ross tentando melhorar, tentando ajeitar as coisas, que só mudam com o aparecimento de uma garota, Demelza, o encontro deles foi no mínimo inesperado 😂
Ele a encontrou brigando (apanhando na verdade) em um beco, ela tinha 13 anos na época e era meio que uma criança de rua sabe? Ross estava levando ela para a casa, quando descobriu que Demelza era maltratada pelo pai bêbado, e ele decidiu convida-lá a trabalhar/morar na casa dele.

“Ela os afastava e eles vinham novamente. Eles eram como pensamentos, os de outras pessoas e os seus próprios, pressionando-a, deixando-a preocupada com tudo de uma vez, astutos, sugestivos, incômodos, amigáveis e esperançosos. – Pág 210

Páginas vão, páginas vem, e as coisas começaram a ficar estranhas. Boatos que os dois eram amantes começaram a surgir na comunidade. E eu fiquei tipo WTF?

Ao meu ver, ela era uma criança e o Ross um adulto pra lá dos 30 anos…
Maas, depois eu descobri que o Ross ainda estava na casa dos 20 anos, e como esse livro se passa na época de 1783  faz sentido uma adolescente de 15/16 anos ser vista como mulher.
Antigamente as mulheres casavam muito cedo, e eu ainda acho isso estranho. Mas enfim.. Fiquem calmos, que o romance entre os dois só se inicia quando ela já está com 17/18 anos

“A melhor coisa do mundo é ter alguém que te ama.. e amá-la de volta.” – Pág 257

A história segue, e apesar do Ross estar em foco, Demelza vai ganhando cada vez mais espaço em sua vida e no livro também 😍

O mesmo está dividido em três partes, e a passagem de tempo presente na história é de 1783-1787, ou seja 4 anos. Nesse meio tempo acompanhamos esses dois crescerem e mudarem, cada um a seu modo é claro, e acompanhamos também a galera que tá ao redor deles.

“Alguém- um poeta latim – havia definido a eternidade como nada além disso: segurar e possuir a completude inteira da vida dentro de um instante, no aqui é no agora, passado é presente e o que está por vir.” – Pág 311, referência ao filósofo e senador romano, Boécio.

O livro tá super bem escrito e detalhado também, a gente consegue realmente se teletransportar para a Cornualha 1783, e a leitura flui facilmente e é uma leitura calma sabe?
Eu gostei bastante e #SuperIndico 🙌

“Ele pensou: se nós pudéssemos parar a vida por um instante, eu a padaria aqui” – Pág 312

A continuação está prevista para 2019, vai ser lançada pela linda da Editora Pedra Azul, eee também tem uma série sobre esse livro, a mesma foi produzida pela BBC Londres!
Eu vou assistir e depois volto aqui para contar pra vocês 😉

 

– Havia um casal de idosos e ele eram pobres, –
Lá-rá, lá-rá, lá lá lá-rá 

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Bianca Nunes

Chocolatra, socia media, fundadora do Mais um Leitor, meio geek, ama lobos, dragões, viagens e boas histórias