Resenha: Mistborn – O Poço da Ascensão

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A resenha possui spoilers do livro 1.

Aqui estou eu para contar sobre um livro épico.
A continuação de Mistborn – O Poço da Ascensão

Os poderes de Kelsier, unidos aos de Vin, Sazed, Ham, March, Brisa, além da dedicação de Dox e outros integrantes foram suficiente para derrubar um reinado instalado por mil anos pelo imperador imortal Senhor Soberano. No entanto, será tão forte, a ponto de conseguir manter o reinado e ainda resolver os problema vindouros?

Prepare-se pra entrar de fato nas dificuldades de um reino recém tomado. Se o império final fora difícil derrubar, imagine como será liderar uma população que já estava acostumada por séculos a ser governada por um tirano, que se transformou em uma espécie de deus. Quando as pessoas estão acostumadas com a tirania, não é fácil aceitar uma divisão de poderes. Quando elas estão acostumadas a sofrer, não é fácil aceitar a bajulação. Antes apenas recebiam ordem e agiam como tal. Era triste, porém não demandava discussão.

O livro 2 de Mistborn é inteiramente coberto por jogos de poder de todos os tipos. Por um lado, Elend que virou rei após a queda do Império Final não queria se transformar no mesmo tirano que batalhou contra, porém, por outro lado, cada vez que dava poder aos outros nobres e skaas, permitia que houvesse mais discórdia e reclamações de seu próprio reinado. Isso leva a uma bela discussão. Quando será que o governo de apenas uma pessoa é o ideal? Pois Luthadel estava caindo, precisava de soluções rápidas, mas com a Assembleia que o próprio Elend criara, para que tanto skaas quanto nobres pudessem dar sua opinião, demandava um longo período para tomar as decisões.

Devido à esses acontecimentos, a história se passa basicamente em torno de um cerco à Luthadel que é pretendida por mais de dois exércitos liderados cada por um tirano diferente que acreditavam ser os verdadeiros detentores da coroa de Luthadel.

A rejeição do novo rei Elend é grande, mas a evolução dele também é notória. Aliás tanto Elend, quanto Vin evoluem demais, assim como a história que atinge outro patamar. Para quem entende de filosofia e ética vai se degustar de uma obra prima cheia de ação e diálogos, sobre como manter um reinado e obter o apoio de seu povo. (o livro parece ter bastante inspiração de O Príncipe de Maquiavel).

Além disso, o que me chama mais atenção é que o autor consegue incluir toda essa trama num cenário fantasioso no estilo medieval, com espadas, arcos, reinos e magia. (Veja na resenha do livro 1 que a magia desse livro é um pouco diferente)

O universo épico criado por Brandon Sanderson se expande, e eu passei de adorar o livro a ficar encantado com cada singularidade representada em cada espécie encontrada nesse mundo. Dava pra de fato escrever vários livros baseando-se neste.

A complexidade dos personagens são fruto de um trabalho árduo. Brandon criou cada personagem com uma calma de alguém que sabia que estava criando algo diferenciado. Outro ponto positivo é a aparição de novos personagens cativos e um maior entendimento de outras espécies, tais como os nascidos da bruma, kandras, koloss, guardadores, brutamontes. É incrivel como cada personagem que aparece tem uma personalidade diferente e complexa. Inclusive um dos meus favoritos da série foi aparecer somente nesse segundo livro!

O segundo livro termina com você (eu) com raiva, querendo respostas. Inclusive já estou lendo o terceiro! Essa trilogia é muito boa 😱😱😱

Só posso dizer uma coisa… as brumas estão vindo, de uma maneira estranha, como nunca se viu.

Uma curiosidade minha …. Eu faço Engenharia de Materiais e estagio em uma metalúrgica, então eu ficava encantado com cada metal novo e ligas descobertas pra queimar. 😀

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Renan

Adora histórias de fantasia no melhor estilo medieval, sci-fi, e também as que fazem pensar sobre a sociedade, culturas, mitologias. Estudante de Engenharia de Materiais na Universidade Federal do ABC.

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